
Apesar desta ser uma questão que se encontrava mais latente dentro de mim quando trabalhava dentro de editoras, continuo exercendo a função de parecerista, de forma que as responsabilidades e as consequências de dar minha opinião a respeito de determinadas obras ainda me perseguem.
Esta já foi uma de minhas principais funções e até hoje ainda é um trabalho que eu realizo com muita frequência e do qual gosto muito. Entretanto, sempre que um livro ainda não-publicado no Brasil chega às minhas mãos, uma série de dúvidas logo tomam conta da minha cabeça. Até que ponto estou sendo influenciada por minha opinião pessoal? Será que o livro possui todos esses defeitos ou eu é que estou de birra? Não estou exagerando nos elogios só porque estou me sentindo, de alguma forma, cativada? Vale mesmo a pena apostar nesse autor mesmo sabendo que esse trabalho está longe de ser sua melhor obra? Como será que o mercado irá receber este livro?
Creio que essas perguntas já se passaram inúmeras vezes pela cabeça de todos os profissionais que trabalham com edição Escolher um título requer um afastamento muitas vezes impossível, uma visão atualizada e sensata do mercado, um olhar crítico afiado e também a consciência de que muitas vezes vale a pena apostar em um autor pelo conjunto de sua obra ou pelo que ele pode ter a oferecer no futuro, e não por uma obra isolada. É preciso pensar nas implicações de nossas escolhas, a quem iremos indiretamente atingir e o que iremos acrescentar às vidas e ideias do leitor. Escolher, como sempre, é um ato de coragem.
Esta já foi uma de minhas principais funções e até hoje ainda é um trabalho que eu realizo com muita frequência e do qual gosto muito. Entretanto, sempre que um livro ainda não-publicado no Brasil chega às minhas mãos, uma série de dúvidas logo tomam conta da minha cabeça. Até que ponto estou sendo influenciada por minha opinião pessoal? Será que o livro possui todos esses defeitos ou eu é que estou de birra? Não estou exagerando nos elogios só porque estou me sentindo, de alguma forma, cativada? Vale mesmo a pena apostar nesse autor mesmo sabendo que esse trabalho está longe de ser sua melhor obra? Como será que o mercado irá receber este livro?
Creio que essas perguntas já se passaram inúmeras vezes pela cabeça de todos os profissionais que trabalham com edição Escolher um título requer um afastamento muitas vezes impossível, uma visão atualizada e sensata do mercado, um olhar crítico afiado e também a consciência de que muitas vezes vale a pena apostar em um autor pelo conjunto de sua obra ou pelo que ele pode ter a oferecer no futuro, e não por uma obra isolada. É preciso pensar nas implicações de nossas escolhas, a quem iremos indiretamente atingir e o que iremos acrescentar às vidas e ideias do leitor. Escolher, como sempre, é um ato de coragem.
2 comentários:
amanda,
é sim um ato de coragem. sobretudo porque é uma escolha muito subjetiva. porém, o que nos diverte, acrescenta e emociona é sempre uma boa opção. ser exigente - nesse caso - é uma qualidade, rara.
certamente o que agrada aos exigentes tem chance maior de ser um potencial sucesso. a gente tem que confiar na sensibilidade, que é o nosso maior talento.
mari
Deve mesmo ser algo muito difícil. Qdo leio algo, acabo me entregando de corpo e alma. Manter uma distância... Se bem que em textos acadêmicos faço isso sim...
Interessante. Gostei do teu texto e do teu blog.
Abraços
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